Recentemente, enviei algumas mensagens para fundadores com quem tenho intimidade, com uma pergunta simples:
- A IA na sua empresa já é uma ferramenta para trazer mais clientes?
Quase 100% desses empreendedores responderam que as tarefas de desenvolvimento de software estão mais rápidas e que algumas entregas estão melhores, inclusive. Mas isso ainda não é uma ferramenta que eles consigam mensurar em termos de melhora na receita, tampouco algo que já consigam usar para trazer mais clientes.
O número de empreendedores que consultei foi pequeno, algumas dezenas, porém a temperatura é que eles ainda não conseguiram sentir, na “última linha”, que o uso de IAs foi responsável por aumentar a receita.
Alguns — três deles — afirmaram que estão conseguindo reduzir custos de ferramentas contratadas para fazer a parte operacional, em sua maioria SaaS de gestão, o que já é um bom caminho.
Um deles, fundador de uma empresa com mais de R$ 100 milhões de receita, citou que já está lidando com a questão de medir produtividade de uma forma diferente, especialmente nos times de engenharia:
“Agora sabemos que o desenvolvedor trabalha menos no código, trabalha menos horas por dia, até menos do que os contratos exigem. Os bons estão, de fato, trabalhando menos… o que não é uma métrica ruim, já que as entregas continuam acontecendo.”
A grande maioria dos fundadores com quem converso diariamente está usando IAs pessoalmente para atacar custos de ferramentas, fazer análises de dados — financeiro, vendas etc. — e tentar reduzir headcount.
Há algum tempo, grandes empresas vêm enfrentando um desafio interno que tende a ficar cada vez maior: fazer a gestão dos tokens e, principalmente, dos altos custos gerados pelo uso de IA pelas suas equipes. Afinal, alguém precisa pagar essa conta do investimento que empresas como Anthropic, OpenAI e outras receberam.
Qual é a sua experiência nisso?
Oferecimento dessa news: Wally AI, a IA do RH



